segunda-feira, 31 de agosto de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

CORREIO DA MANHÂ com a Noticia e as suas mensagens de opinião

DESCUBRA AS DIFERENÇAS DAS DUAS CÂMARAS!!!

 

 

 

 
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- Ambos são hotéis
- Um nas Caldas da Rainha outro em São Martinho do Porto

O que obrigou a Câmara das Caldas, para a construção de um Centro Comercial?
Recuperação do hotel como unidade hoteleira, manutenção do seu logradouro, construção de acessos,e estacionamentos exteriores.

O que obrigou a Câmara de Alcobaça para construção de uma tontice de Apartamentos?
Autorização da construção de prédio cheio de apartamentos sem estacionamentos exteriores,  alinhamento sem critério, de modo que não deixou  passeios com largura suficiente!
Permitir que o Hotel do Parque seja um prédio abandonado, degradado, sem obrigar o seu proprietário a sua conservação.
Ninguém conhece as obrigações! Só sabemos que já foi alvo de um principio de incêndio, que foi extinto pelos Bombeiros de São Martinho!
E sabemos que condicionou o crescimento daquela Rua para se poder criar uma grande Avenida!!!

É mais uma  razão porque  queremos mudar para Caldas.

Dia 1 de Setembro irá haver uma reunião de Câmara que vai decidir o futuro desta nossa JÓIA!
O que sairá daquela reunião?
Temos de estar atentos!
Será que vai suceder o mesmo que sucedeu à Casa das Palmeiras?
Ou terá o fim que estão a dar à Estação de Caminho de Ferro Americana?

São Martinho tem de estar unido e mobilizado para ver o que sai daquelas cabeças.


28/Ago/2009
OT da Reunião de Câmara.extraordinária.1.set.2009. terça.14h
Ordem de trabalhos da reunião extraordinária do executivo municipal, a realizar no próximo dia 01 deSetembro de 2009, pelas 14,00 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com
a seguinte ordem de trabalhos:----------------------------------------------------------------------
1.
------ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA REALIZADA NO DIA VINTE E SETE
DE AGOSTO DE DOIS MIL E NOVE ------------------------------------------------------------
(DIVERSOS) 2.
------ TERRA DE PAIXÃO, ENTIDADE EMPRESARIAL MUNICIPAL –
PROPOSTA----------------------------------------------------------------------------------------------
(DIVERSOS) 3.
------HOTEL PARQUE – CLASSIFICAÇÃO COMO BEM DE INTERESSE
MUNICIPAL – PROPOSTA DE DECISÃO FINAL --
Publicada por Rogério Manuel Madeira Raimundo em 16:53
Etiquetas: agenda, empresa municipal, interesse municipal, ordem de trabalho reunião câmara, smporto

Retirado de http://uniralcobaca.blogspot.com/2009_08_23_archive.html

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A DRAGAGEM DA BAÍA Jornal Caldas

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, I.P. (IPTM), aprovou o Processo de Concurso Público para a empreitada de Dragagens de Manutenção da Baía de S. Martinho do Porto.
Esta intervenção, cujo investimento será de cerca de 440 000 euros, irá repor as condições de transposição da barra e canal de acesso ao cais.
A realizar num período de três meses, a empreitada prevê a dragagem na zona da barra à cota de -4m, numa extensão de 60 metros, com uma largura de 40 metros, associado a um canal 90 metros de comprimento e 40 metros de largura, à mesma cota.
A partir da barra será dragado para o interior da baía um canal de acesso ao cais, numa extensão de 300m por 40m de largura de rastro, à cota de -3m, associada a uma pequena bacia de estacionamento, junto ao cais, dragada a -2m.
Estas dragagens, totalizarão cerca de 31 500m3 de areias e siltes, a imergir ao largo.

In jornaldascaldas.com

terça-feira, 25 de agosto de 2009

COMUNICADO À POPULAÇÃO DE SÃO MARTINHO DISTRIBUIDO NO DIA DO ABRAÇO Á BAÍA

À População de São Martinho do Porto

De novo, um grupo de cidadãos de diferentes inclinações políticas, uns naturais e residentes e outros apenas residentes, reúne-se e recria este Movimento com o objectivo de atribuir à nossa Terra um destino diferente, mais prometedor e risonho.
Assim, o grupo envidará diligências no sentido de chamar à atenção para se recuperar e manter o património natural e paisagístico — tão mal tratado nas últimas décadas. Este Movimento pretende ainda ”dar mais vida” à Vila, pugnando por um progresso sustentado, apetrechando a Terra com infra-estruturas que, efectivamente, coloquem São Martinho do Porto no mapa. Mas, sublinhe-se em todas as Estações do ano.
Como está, é triste dizê-lo, está mesmo mal. Metade de Julho, o mês de Agosto e metade de Setembro, o que é?! Queremos vida própria na Vila durante todo o ano!
À nossa volta vamos assistindo ao desenvolvimento de outros Concelhos e Freguesias.
Por cá pouco ou nada vemos. E os poucos que vemos têm muito de destruição que, em alguns casos, é irrecuperável. O que herdámos da Mãe Natureza e o que os nossos antepassados, humildemente, preservaram e criaram ao longo de gerações, vai sendo deitado abaixo em nome de qualquer coisa que, em boa verdade, queremos desconhecer e não aprovamos.
Por isso amigos e caros cidadãos, é altura de dizer basta. É altura de discutirmos um Plano para São Martinho e de lutar por ele.
É mesmo por isso que, cansados da interioridade que a Câmara Municipal de Alcobaça nos ”impinge”, pretendemos nova sorte, outro destino. Pendurados em Alcobaça, que não se desenvolve nem deixa desenvolver, não vamos a lado nenhum.
Pretendemos o regresso ao Concelho das Caldas da Rainha. Sim, o regresso! Dizemos regresso, porque já lá estivemos.
É bom lembrar. Durante 336 anos (1518 a 1854) fomos Sede de Concelho. Mas os rios de Alfeizerão e de Tornada, com o transporte permanente de areias e lixos, asfixiaram a Baía.
Algumas dragagens foram efectuadas. Mas pouco resolveram. O desvio do caudal daqueles rios aponta para a solução ideal.
Assim, com o progressivo assoreamento da Baía e o aparecimento do caminho de ferro, o porto, com largo historial, entra em acentuado declínio. A importância da Vila cai.
Em 24 de Outubro de 1855 o Concelho é extinto passando para o Concelho de Alcobaça. Contudo, no ano de 1895, a Vila de São Martinho é integrada no Concelho das Caldas da Rainha, onde permaneceu apenas até 1898, voltando ao Concelho anterior, a que ainda hoje pertence.

É assim que referimos e defendemos: O regresso ao Concelho das Caldas da Rainha!

Para acompanhar e participar com o Movimento consulte o nosso blogue:

http://saomartinhoparacaldas.blogspot.com

Mensagens para o email: saomartinhoparacaldas@gmail.com

São Martinho do Porto, Agosto de 2009
O Movimento São Martinho para Caldas

O CORREIO DA MANHÃ E AS NOTICIAS DO NOSSO MOVIMENTO

domingo, 23 de agosto de 2009

ABAIXO ASSINADO DOS PESCADORES DA NOSSA TERRA

Foi entregue ao presidente do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos com cópia para o Capitão – Tenente da Capitania do porto da Nazaré um abaixo-assinado com data de 12 de Junho 2009, tendo como primeiro signatário o SR. João Armando Martins Caçoila, de profissão pescador, pedindo com urgência a dragagem da baía da vila de São Martinho, com o fim de ser reposta a segurança da navegação e evitar eventuais acidentes.

O movimento São Martinho para Caldas não pode deixar de se associar a estes profissionais de pesca, e lamentar que a Câmara de Alcobaça só saiba dizer através da comunicação social que “resolveu o problema de desassoreamento da Baía”e “que colocou São Martinho no mapa”(Diário Leiria 11 de Agosto 09).
Então em que ficamos Senhor Presidente? Está resolvido o problema da dragagem?
Parece-nos que o Senhor não percebe nada disto! Ou então são os pescadores que não percebem nada de navegação! Tudo isto dá vontade de RIR e depois CHORAR!!!

É por estas e por outras que queremos mudar para o concelho das CALDAS da RAINHA.

RESPOSTA AO DR. SAPINHO ÀS SUAS DECLARAÇÕES no DIÁRIO de LEIRIA de 10 Agosto 09

Perdoem-me, mas não recordo a data em que o Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça, teceu comentários sobre piscinas no Concelho, recordando que foi recentemente.

Dizia nesses comentários, o tal Sr. Presidente, mais ou menos isto “Alcobaça faz piscinas e as Caldas da Rainha, faz tanques”, sic..

Um Edil, não pode, não deve, entrar em picardias deste estilo, isso só demonstra que se encontra em desespero. Sabe-se lá porquê!

Até porque e talvez o Sr. Presidente se referisse ás piscinas que se encontram concluídas em Salir do Porto. Pois é, concluídas mas por inaugurar. Mas repare-se, haverá melhores piscinas do que a linda Baía de S. Martinho do Porto? Estas sim Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça, é que são piscinas que foram feitas não pela Câmara de Alcobaça, mas sim pela Natureza.

Deixe-me perguntar-lhe, o que tem sido feito pela Câmara para preservar, cuidar, manter, melhorar por esta grande e linda Baía?

No tempo em que eu era menino, servia a Baía de porto de abrigo de muitos barcos de pesca, principalmente oriundos da Nazaré, Peniche e outros. Nesta altura criticava-se os pescadores e armadores destes barcos de prejudicarem a Baía com a toda a poluição que os mesmos faziam. Efectivamente, havia uma ponta de razão para tais criticas, e hoje? Aliás e nos anos, já muitos, a esta parte o que é que se fez para, despoluir, cuidar preservar, melhorar a nossa linda Baía?

Se não se importa(am), eu respondo. Brinca-se as Etares, brinca-se aos desassoreamentos, constrói-se nas zonas envolventes, etc., etc.

Por favor, deixem-me pertencer ao Concelho das Caldas da Rainha, pois esta grande e Bela “piscina”, Baía, já foi inaugurada. Também e porque, não obstante ter nascido na Vila de S. Martinho do Porto, há 55 anos, Concelho de Alcobaça, gostava de tornar à minha Terra Natal, a fim de ali acabar os meus dias, como pertencente ao Concelho das Caldas da Rainha.

Obrigado e Viva S. Martinho do Porto, as suas gentes e amigos.

Saúde para todos.

João José Bernardo

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

NOTICIAS DO NOSSO MOVIMENTO NO JORNAL DAS CALDAS

Como fala o coração de um natural de São Martinho

Sou mais um dos indivíduos que teve a felicidade da Srª minha mãe me ter dado à luz na linda Vila de S. Martinho do Porto. Mas não foi por acaso, pois todas as minhas origens são dessa referida, linda Vila.
Quis o destino de que me tivessem levado para uma outra então Vila, hoje cidade de Vila Franca de Xira, isto com a tenra idade de 6 meses. Dali parti para outros destinos.
Os meus progenitores, nunca, felizmente, perderam o contacto com S. Martinho do Porto e eu assim fui crescendo, fortalecendo os meus alicerces, os quais, podem crer, são puros, honestos e em nada estão “minados” com a postura anti-social que algumas, felizmente poucas, pessoas se alimentam.
Contactei durante a minha vida profissional com muito tipo de indivíduos, indivíduos esses de vários extractos sociais, etnias e religiões. Em todas estas e outras formas de estar na vida cruzei-me com todo o tipo de indivíduos, violentos, hostis, enraizados e desenraizados da sociedade, etc.. Mas uma coisa eu verifiquei. Todos, mas todos eles, de uma forma ou doutra, não renegaram a sua identidade, as suas raízes, os tais alicerces que lhes deram e que eles, todos, todos eles, foram fortalecendo.
Este pequeno intróito apenas serve para que quem possa vir a ocupar um pouquinho do seu tempo a lê-lo, posa vir a ter uma ideia do indivíduo que tem na sua presença. Assim, e como já se aperceberam sou um dos muitos naturais de S. Martinho do Porto, que embora não seja residente, até ao momento, nunca perdi o contacto com a Vila.
Dos contactos havidos e naturalmente com os meus avós, sempre fui ouvindo, deles e das conversas tidas com outros, na minha presença, da ou das pretensões de fazerem parte do Concelho das Caldas da Rainha e não do Concelho de Alcobaça. Até porque a sua cultura em todo o seu esplendor se encontrou sempre, mas sempre, ligada à cidade das Caldas da Rainha.
Desde então, e isto, acreditem, pois e embora me tivessem, como a todos nós, construído os alicerces da vida, nós ao crescermos fomos criando a nossa estrutura. Isto para que fique bem claro de que o que eu hoje sinto, sinto-o por mim próprio e não pelo ambiente onde fui criado. Prova é de que e embora, felizmente ainda tenha os meus pais comigo, estes adorariam que eu estivesse junto deles, residindo em S. Martinho do Porto, mas eu optei por me retirar profissionalmente da cidade de Lisboa, vindo residir para o Concelho das Caldas da Rainha.
Nunca poderia ir residir para a cidade de Alcobaça, dados todos os inconvenientes que são de todos nós conhecidos e que são incontornáveis. Basta verificar-mos a zona Geográfica onde se encontram, São Martinho do Porto – Caldas da Rainha – Alcobaça. Só não vê quem não quer, ou então……
Sem pretender alongar-me mais, podendo até, vir a incomodar algumas pessoas, apenas sugeria que e dado que o movimento, (São Martinho do Porto para Caldas) graças a NÓS, se encontra vivo, pois nunca se perdeu. Dizia, sugeria que fosse efectuado um referendo sobre o assunto, solicitando desde já a opinião de outras pessoas, fosse de que tipo fosse. Obrigado.
Amigos de São Martinho do Porto, até sempre, ou até breve. Desejava do fundo do coração de um dia poder vir a viver e acabar os meus dias na Vila de São Martinho do Porto - Concelho das Caldas da Rainha.
Saúde para todos!
João José Bernardo

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Artigo do DIário de Leiria de 11 Agosto 09


Movimento quer S. Martinho do Porto integrado nas Caldas
Um movimento de cidadãos residentes em S. Martinho do Porto, Alcobaça, está a desenvolver algumas iniciativas com vista a uma eventual integração daquela vila no concelho de Calda das Rainha.
Este movimento começou a ‘luta’ há 12 anos, com a recolha de 3. 500 assinaturas para a organização do processo com vista à passagem da vila para o concelho caldense, mas acabaram por desistir da ideia, alegando falta de apoio da então Junta de Freguesia. “Como passaram 12 anos e as coisas não melhoraram em S. Martinho do Porto decidimos reactivar o movimento para lutarmos pela mudança de concelho”, explicou António Costa, líder do movimento reactivado há poucas semanas.
Segundo o responsável, a “insatisfação generalizada” de residentes na vila, pela falta de investimento na zona balnear nas áreas da construção e nos transportes públicos, são as razões que levaram o movimento a retomar a actividade e avançar com novas iniciativas, entre as quais a circulação de um abaixo-assinado para recolha de assinaturas.
“Este será o primeiro passo que iremos dar e irão realizar-se outras que serão reveladas nos próximos meses”, acrescenta António Costa, principal promotor do movimento independente cujo único objectivo é “lutar pelo bem-estar das pessoas de S. Martinho do Porto”.
Caso ocorra a mudança para o concelho vizinho, o líder do movimento considera que a vila irá beneficiar, não só pela proximidade, mas por ficar “mais bem servida” de uma rede de transportes públicos e “melhorias” nas áreas da educação, comércio, lazer e cultura. “As Caldas são o destino natural de quem vive e reside em São Martinho. Por seu lado, Alcobaça só está ligado a S. Martinho com o objectivo de retirar mais-valias. Infelizmente, nesta terra só se fazem obras de fachada, para ‘inglês ver’”, defende o líder do movimento.
Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara de Alcobaça, afirma que nos últimos 12 anos “não houve nenhum ‘cristão’ que tivesse levantado aquilo tipo de barbaridades”, e que “em 500 anos não foram feitas obras em S. Martinho que sejam equiparadas às realizadas nos últimos 12 anos”.
O autarca lembra que foi este executivo que “resolveu o problema do desassoreamento da baía”, que “colocou S. Martinho no mapa” e adjudicou a construção de uma ciclovia entre Alfeizerão e a vila balnear. “Enquanto a autarquia das Caldas constrói tanques, a de Alcobaça faz piscinas”, lembra Gonçalves Sapinho, realçando que os residentes em S. Martinho não devem querer que a vila tenha “tratamento similar” aos que moram em Salir do Porto, concelho de Caldas da Rainha.
O presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho do Porto, Manuel Pereira, considera não fazer “qualquer sentido” a passagem da vila para o concelho vizinho, pelo facto dessa mudança “não trazer benefícios” para a zona balnear.

Mário Pinto

OESTE ONLINE de 14 Agosto

Criado blogue na Internet
São Martinho para Caldas Foi criado na Internet um blogue que apela à mudança de São Martinho do Porto do concelho de Alcobaça para o de Caldas da Rainha.

A discussão não é nova, mas nos últimos anos não conheceu desenvolvimentos, mas este movimento ressurgiu, e tem como objectivo “angariar o apoio dos residentes, naturais, fregueses e amigos de São Martinho, com as suas sugestões, críticas, tendo unicamente como objectivo a mudança desta freguesia para o concelho das Caldas da Rainha”.

A razão desta mudança de concelho pela qual iremos todos lutar, não tem fins político-partidários, é independente e o nosso único objectivo é o bem-estar das pessoas de São Martinho”, manifestam os promotores do blogue, que pode ser consultado em http://saomartinhoparacaldas.blogspot.com.

A Gazeta das Caldas com as noticias do nosso Movimento

Movimento reclama passagem de S. Martinho para concelho das Caldas



Foi pela “passividade do Município de Alcobaça para com esta freguesia”, que surgiram recentemente na Internet ecos de um movimento que defende que a freguesia de S. Martinho do Porto passe a ser integrada no concelho das Caldas.

Em saomartinhoparacaldas.blogspot.com dá-se a conhecer um movimento cuja intenção já não é nova, mas estava adormecida há alguns anos. O movimento reaparece agora por culpa “do poder político instalado no nosso actual concelho de Alcobaça” e que luta por uma mudança que, afirmam os mentores, “não tem fins político-partidários e é independente”. O objectivo, defendem, é só um - o bem-estar das pessoas de São Martinho do Porto.

“São Martinho sempre esteve virado para Caldas”, garantem, apontando como provas a rede de transportes públicos e a rede viária, as escolas, o comércio, o lazer a cultura e o trabalho. “As Caldas são o destino natural de quem vive e reside em São Martinho. Por seu lado, Alcobaça só está ligado a São Martinho com o objectivo de retirar mais-valias. São as receitas que os preocupam; não é a terra nem os seus habitantes!”. Receitas cujo produto, acusam os autores do espaço virtual, “não teve retorno para São Martinho”.

A descaracterização da vila é uma das principais acusações feita pelo movimento. “Destrói-se o que está bem, não se faz manutenção, nunca se investe em infra-estruturas básicas essenciais em qualquer sociedade e o que é preciso é fazer prédios com elevada volumetria sem respeito pela terra e pelas pessoas”, apontam.

Já entre as razões pelas quais reclamam esta mudança de concelho, a lista é extensa e dela destacam-se a falta de estacionamento, tanto para autocarros como para viaturas ligeiras, de passeios e de acessos para barcos à baía, de áreas de lazer, ligação da praia à variante rodoviária, de uma rede de esgotos que acompanhe o crescimento, a ausência de preservação do património inventariado no Plano Director Municipal, como o Hotel do Parque e os poços árabes que ali existem.

A ciclovia que liga a vila a Alfeizerão é também criticada neste blog. Mas a maior falha apontada é o Centro de Saúde, cujas instalações – que eram provisórias há vários anos – foram encerradas no passado mês de Junho, tendo os serviços sido transferidos para a Extensão de Saúde de Alfeizerão. “Só temos edifício de Junta de Freguesia porque o herdámos; só temos instalações para forças policiais porque as herdámos, não temos Centro de Saúde, porque não o herdámos!”, afirmam.

São Martinho foi sede de concelho até Outubro de 1855, numa altura em que uma profunda reforma do mapa administrativo do país levou à extinção de muitos dos mais de 800 concelhos existentes. A vila seria, então, anexada ao concelho de Alcobaça.

Entre 1895 e 1898 a freguesia de S. Martinho passa para o concelho das Caldas, tendo o mesmo acontecido com Alfeizerão e Famalicão. As duas primeiras localidades voltaram, então, para o concelho de Alcobaça e a última faz parte do concelho da Nazaré.

Joana Fialho

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

AS NOSSAS VISITAS


controvérsia e debate

contador gratis

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Declaração do presidente da Câmara Municipal Alcobaça sobre variante à MARGINAL e despoluição da BAÍA


Novo elevador ajuda a melhorar acessos na praia
Obra de 860 mil euros permite a ligação da parte alta com a baixa de S. Martinho do PortoO elevador panorâmico, ontem inaugurado em S. Martinho do Porto, Alcobaça, pretende melhorar as acessibilidades na vila mas é também um espaço pensado para o turismo, onde não falta uma nova sala de exposições.Os 83 anos de vida roubaram-lhe a vitalidade das pernas e, por isso, Aida Clérigo já não visitava a parte mais alta da vila de S. Martinho há muito tempo. "Até já perdi a conta ao número de anos que lá não vou", assegura. É ali que se encontra a igreja local e, por isso, é com mágoa que a moradora diz que, nos últimos anos, já nem à missa consegue assistir.Ontem, tudo mudou na vida da octogenária. Colocou-se na fila, composta por dezenas de outros moradores, e fez questão de ser das primeiras a estrear o novo elevador panorâmico que, a partir de agora, liga o lado alto e o baixo da praia, melhorando as acessibilidades. Sobretudo dos habitantes mais velhos que, só com muita dificuldade conseguem vencer a íngreme rampa de calçada, alternativa ao agora inaugurado elevador.Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara, salientou a qualidade nas acessibilidades que a nova obra representa. Mas não só. Considerou que o posto de turismo, a funcionar no edifício do elevador, passa a usufruir de excelentes condições. E enalteceu a arquitectura, da autoria de Gonçalo Byrne, que permitiu ali criar outros serviços ligados ao turismo, como uma sala de exposições."Hoje é um dia grande para S. Martinho", considerou, sublinhando que "mesmo que as obras pareçam pequenas temos que ter orgulho quando constatamos que são bem feitas".O elevador, integrado num espaço de quatro pisos, representa um investimento de cerca de 860 mil euros, comparticipados por fundos comunitários.Faz parte de um conjunto de intervenções que a Câmara de Alcobaça projectou para tornar mais aprazível a praia que recebe, anualmente, milhares de turistas.A segunda fase dos trabalhos, contou Gonçalves Sapinho, será a construção de uma nova avenida, paralela à linha de caminho de ferro e à marginal. A "Grande Via", como lhe chamou, pretende ligar a praia à Estrada Nacional 242. Será constituída por faixas de rodagem, nos dois sentidos, e permitirá a criação de uma bolsa de estacionamento com capacidade para quatro centenas de automóveis."Temos a percepção que irá resolver muitos problemas de trânsito e será, também, um grande avanço na melhoria das acessibilidades", considerou.O autarca salientou ainda que o projecto de despoluição da baía tem dado passos importantes, lembrando que está já em execução a construção de uma nova Estação de Tratamento (ETAR), que pretende solucionar o problema dos efluentes suinícolas da região.in Jornal de Notíciasfoto retirada do Jornal das Caldas
Publicada por António Prôa em
11:16

sábado, 8 de agosto de 2009

A grande obra que liga Alfeizerão a S. Martinho!!! Dá vontade de RIR!!!

Ciclovia que liga Alfeizerão a S. Martinho do Porto começa a ser construída em Setembro


A ciclovia que vai ligar Alfeizerão a S. Martinho do Porto começa a ser construída em Setembro. Deve estar pronta na Primavera do próximo ano.

A CDU defende o prolongamento da via até ao Vale Maceira, uma localidade com muita população. Trata-se de uma obra da responsabilidade das Estradas de Portugal e, o vereador Rogério Raimundo, já disse esperar que não aconteça com a ciclovia o que se passou com a rotunda da Fervença ou com outras intervenções que demoraram vários anos para se concretizarem.

Para além desta ciclovia, a CDU defende que outras nasçam, nomeadamente na cidade de Alcobaça, por ser útil para a saúde dos habitantes, frisou, ao incentivar a prática saudáveis, como caminhar ou andar de bicicleta em segurança.

O Vice-Presidente da Câmara, Carlos Bonifácio, adiantou que a promessa do Instituto de Estradas é para o arranque da obra já no próximo mês, classificando a obra como uma mais valia no equipamento daquelas duas vilas do concelho. A expectativa é de que, adiantou, esta esteja concluída na próxima Primavera e em condições de servir o verão de 2009.

O vereador do PS, Daniel Adrião, por seu lado, classificou de muito importante a obra que vai ser iniciada já em Setembro, também por ser, adiantou, mais um importante investimento da administração central no concelho de Alcobaça.

Para além da ciclovia que acompanha todas as praias do norte do concelho de Alcobaça, pela Estrada Atlântica, Alcobaça conquista mais uma, que vai ligar Alfeizerão a S. Martinho do Porto, duas vilas que partilham uma Pousada da Juventude e que ambicionam puxar pelo Turismo Jovem durante mais meses ao ano através de novos equipamentos ligados ao lazer, desporto e aventura. É, ainda, intenção da Câmara de Alcobaça, promover uma ciclovia na ligação de Alcobaça à Fervença, com a requalificação da principal estrada de ligação da sede do concelho à Nazaré, e a criação de um parque ambiental numa vasta área adquirida aos antigos donos da COFTA – fábrica de fiação e tecidos – e onde, muito provavelmente, será instalado, no futuro, o Parque de Campismo de Alcobaça.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Intermarché com posto de combustiveis

Intermarché com posto de combustíveis...

O grupo “Os Mosqueteiros” prepara-se para abrir uma superfície comercial de médias dimensões, com posto de combustíveis, numa zona residencial de São Martinho do Porto.
O caso já começou a levantar desconforto junto de alguns habitantes que falam em «perigo» tendo em conta que a superfície comercial e o posto de combustíveis se localizam perto de casas e da Escola C+S.
O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, confirma a existência de um posto de abastecimento de combustíveis na superfície comercial que irá abrir, dentro em breve, na vila de S. Martinho do Porto, junto à Estrada Nacional 242.
De acordo com Gonçalves Sapinho «o posto de combustíveis, assim como a sua localização, cumpre todos os requisitos legais e pareceres pedidos» pelo que, adiantou, «não há nada que impeça a sua abertura».
O autarca classificou «de preocupação relacionada com o aproximar das eleições» a indignação colocada por alguns residentes pela abertura daquele posto de combustíveis, numa das principais entradas para a vila de S. Martinho do Porto.In www.cister .fm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Poluição na Vala real vista pelo Jornal das Caldas

Avaria mata peixes em São Martinho

Agosto 5th, 2009 · Sem Comentários

descarga.jpgA alegada paragem de uma bomba na estação elevatória de São Martinho do Porto causou a morte de centenas de peixes, entre os quais vários exemplares de meixão, uma espécie protegida, robalos e tainhas.
“Houve um problema na bomba da central de bombagem que dá acesso à estação elevatória”, revelou José Vinagre, vereador da Protecção Civil na Câmara de Alcobaça.
O decréscimo do caudal provocou a paragem da bomba que, segundo o autarca, “fez com que os efluentes descarregassem directamente para o rio durante cerca de duas horas”.
O responsável pela Protecção Civil considera, no entanto, que “esta poderá não ser a única causa para a morte dos peixes”, que está a ser investigada pelas autoridades.
O vereador sustentou que não há qualquer perigo para a Baía de São Martinho do Porto e praias envolventes.
Os populares chegaram a pensar que se tratava de uma descarga da ETAR de São Martinho do Porto, mas contactada a empresa Águas do Oeste, revelou que a estação está a descarregar normalmente os efluentes tratados para alto mar pelo exutor submarino.
“Temos as máquinas a trabalhar normalmente. Não foi detectada qualquer anomalia”, revelou uma fonte da empresa.
O comandante dos Bombeiros de São Martinho do Porto, Joaquim Clérigo, revelou, por outro lado, que “a empresa Águas do Oeste informou a Câmara, mas a autarquia não actuou imediatamente”.
A empresa Águas do Oeste trata apenas os esgotos em alta, ou seja, apenas quando chegam à ETAR, pelo que todo o percurso até à estação de tratamento é da responsabilidade da edilidade.
Quanto a consequências para a Baía de São Martinho do Porto, só durante os próximos dias se poderá saber. Foi feita uma recolha de água pela Polícia Marítima. Funcionários da autarquia de Alcobaça removeram os peixes mortos.
Os militares do Serviço SEPNA da GNR das Caldas da Rainha também fizeram um auto de ocorrência desta situação, que vai ser transmitida à Administração das Regiões Hidrográficas (ARH).

Carlos Barroso

domingo, 2 de agosto de 2009

DÁ VONTADE DE RIR!!! SÃO MARTINHO já tem PISCINAS!!! " fica é do outro lado da BAÍA"

São Martinho também tem alternativas à piscinas que não temos. É a Vala Real mas anda um pouco poluída!!!

É por esta e por outras que os habitantes de SÃO MARTINHO, os amigos os fregueses querem mudar para o concelho das CALDAS DA RAINHA!
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DÁ VONTADE DE CHORAR!!! São Martinho já tem centro de saúde!!!

Há trinta anos, que andamos com a casa às costas! É sempre provisório! Foi pena a Junta de Freguesia não tivesse herdado um edifício, em que no seu testamento definisse que era exclusivamente para centro de saúde!

É por esta e outras que estamos fartos de pertencer ao CONCELHO DE ALCOBAÇA!!!

Queremos mudar para o concelho das Caldas da Rainha.



Dá vontade de chorar!!! "São Martinho já tem parque de estacionamento junto à praia"


É a alternativa que temos! Mas fica do outro lado da Baía!!

É também por esta razão que queremos mudar de concelho das CALDAS DA RAINHA!!
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sábado, 1 de agosto de 2009

Ser concelho ou mudar de concelho?

LeiriaConcelho da Benedita (Alcobaça) - Freguesias: Benedita, Turquel, Vimeiro, Santa Catarina (Caldas da Rainha) e Carvalhal Benfeito (Caldas da Rainha)População: 8.700 + 4.600 + 2.200 + 3.300 + 1.400 = 16.900 habitantesConcelho de São Martinho do Porto (Alcobaça) - Freguesias: São Martinho do Porto, Alfeizerão e Salir do Porto (Caldas da Rainha)População: 2.800 + 4.100 + 800 = 7.700 habitantesConcelho de Pataias (Alcobaça) - Freguesias: Pataias, Martingança, Alpedriz e MontesPopulação: 5.600 + 1.100 + 900 + 700 = 8.300 habitantesAlcobaça ficaria com 28.200Caldas da Rainha ficaria com 48.700Concelho de Avelar (Ansião) - Freguesias: Avelar, Chão de Couce e Aguda (Figueiró dos Vinhos)População: 2.100 + 2.500 + 1.400 = 6.000 habitantesAnsião ficaria com 9.400 Figueiró dos Vinhos ficaria com 5.200 (Menos a freguesia de Campelo -> Castanheira de P.)Concelho de Maceira (Leiria) - Freguesias: Maceira e AzóiaPopulação: 10.400 + 2.400 = 12.800 habitantesConcelho de Vieira de Leiria (Marinha Grande) - Freguesias: Vieira de Leiria, Coimbrão (Leiria), Monte Redondo (Leiria), Bajouca (Leiria), Carreira (Leiria), Carvide (Leiria), Monte Real (Leiria) e Souto da Carpalhosa (Leiria)População: 6.300 + 2.100 + 4.500 + 2.100 + 1.400 + 3.100 + 2.900 + 4.300 = 26.700 habitantesMarinha Grande ficaria com 32.400 Leiria ficaria com 94.700 Louriçal (Pombal) - Freguesias: Louriçal, Carriço, Guia, Mata Mourisca e IlhaPopulação: 5.300 + 4.000 + 2.900 + 2.000 + 1.900 = 15.100 habitantesPombal ficaria com 44.900Mira D'Aire (Porto de Mós) - Freguesias: Mira D'Aire, Alvados, São Bento e AlcariaPopulação: 4.100 + 600 + 1.000 + 300 = 6.000 habitantesPorto de Mós ficaria com 19.100Outros em dúvida: Albergaria dos Doze/Vermoil (Pombal)Foz do Arelho (Caldas da Rainha)

Boas razões para mudar de concelho!

O que o faria mudar de concelho? A VISÃO comparou o preço da água, do gás natural e das taxas de IMI e de IRS nos 308 municípios portugueses. Fique a conhecer os concelhos mais competitivos em cada uma destas áreas. Com a possibilidade de os municípios abdicarem de 5% das receitas de IRS que recebem dos cofres do Estado, o Governo quis fomentar a concorrência fiscal entre autarquias. A partir deste ano, 42 municípios decidiram transferir para os seus munícipes uma parte, ou a totalidade, das receitas de IRS que recebem da administração central. Mas, mais do que o IRS, é o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que varia de concelho para concelho. Cabe às assembleias municipais fixar as taxas e aplicá-las, dentro de valores mínimos e máximos previstos na lei. E, nesta matéria, 24 municípios praticam os valores mais baixos, tanto para os prédios urbanos avaliados a partir de 2004 (0,2%), como para os não avaliados (0,4 por cento). Manteigas abdicou de 5% do IRS gerado no concelho a favor dos munícipes, o IMI está no limite mínimo permitido por lei, e o preço da água é um dos mais reduzidos do continente (4,94 euros para um consumo de 10 m3 por mês). No entanto, reconhece o presidente do município, esta política de preços baixos é mais simbólica que outra coisa, pois ninguém decide viver em Manteigas por estas razões.Em pleno Vale do Zêzere, rodeada de serra – a da Estrela –, Manteigas sentiu uma valente tesourada no dia em que a Sociedade Têxtil dos Amieiros Verdes (Sotave) foi declarada insolvente, em Setembro de 2006. Com o encerramento da empresa de lanifícios, perderam-se perto de 200 postos de trabalho directo e muitos indirectos. Em pouco mais de dois anos Manteigas viu fugir uma parte dos seus munícipes, alguns para paragens tão longínquas como França, Suíça e Angola, e com isso diminuir significativamente a população residente, agora já muito abaixo dos 4 mil habitantes registados nos censos de 2001. Não foi o caso de João Carvalhinho, 33 anos, engenheiro técnico geógrafo na autarquia. Há dez anos, quando casou com Carmen, três anos mais velha, estava a trabalhar numa grande empresa de produção cartográfica, em Lisboa, mas, «como não tinha vínculo profissional», regressou à terra natal. Deixou os recibos verdes por um lugar no quadro (embora com um salário três vezes inferior ao dos seus colegas no sector privado). É uma das facturas de quem quer «ouvir os passarinhos, o sino da torre da igreja e chegar à janela, pela manhã, e ver a paisagem verde e repousante da serra».Mas as vantagens, que João considera inquantificáveis, não acabam aqui. Para se deslocar até ao trabalho nem precisa de levar carro e só o faz «para deixar os miúdos na escola», que também fica a dois passos. Além disso, almoça todos os dias em casa dos pais que, tal como os sogros, ainda «dão um grande apoio aos filhos e ajudam a criar os netos», Duarte, de 8 anos, e Mafalda, cinco.Carmen, a mulher de João, sente-se menos à-vontade com «a falta de horizonte». Professora de Línguas no externato Nossa Senhora de Fátima, uma escola semicooperativa e a única com ensino secundário no concelho, teme pelo futuro: «O número de crianças tem diminuído de ano para ano. No ano passado, fechou uma escola primária e, para o ano, encerra outra. Mesmo no 3.º ciclo há menos de cem alunos.»As acessibilidades são o maior problema de Manteigas e uma das razões que contri-buíram para o encerramento da Sotave. É por todos estes motivos que a Câmara tem tentado, com os instrumentos de que dispõe, «estancar a sangria desatada», nas palavras do presidente, José Manuel Biscaia, que vive no concelho. Depois dos subsídios para casamentos e nascimentos, este ano foi a vez da diminuição do IMI (0,2% para os prédios urbanos avaliados segundo o novo código e 0,4% para os prédios não avaliados) e da taxa de IRS (5% por cento). Num orçamento anual de 4 milhões de euros, o peso do IMI é relativamente baixo e andará à volta de 15 mil euros por ano. O IRS, que só terá efeitos para os contribuintes em 2009, representará qualquer coisa como 50 mil euros por ano. «As duas medidas, mesmo num orçamento pequeno como o nosso, representam um montante pouco significativo», contabiliza José Manuel Biscaia. E, no entender do autarca, «não passam de um grito do Ipiranga». ‘O que conta é o emprego’Mora, concelho do distrito de Évora, com cerca de 6 mil habitantes, cobra a taxa mínima de IMI (0,2%) nos prédios avaliados a partir de 2004. Contudo, para José Manuel Sinogas, 53 anos, presidente da Câmara de Mora há 14, esse é um facto irrelevante quando toca a fixar pessoas na terra: «O IMI e o IRS não influenciam nada. O que conta é o emprego.» Ele sabe do que fala. «O fluviário de Mora deu emprego a cerca de 30 jovens. Dois vieram de fora: um biólogo e um aquarista.» O fluviário, único na Europa, além de ter atraído mais de 210 mil visitantes desde a sua inauguração, a 21 de Março do ano passado, e de já ter dado à câmara 500 mil euros de lucro, conseguiu fixar jovens na terra e trazer alguns de fora. A localização do concelho – a cem quilómetros de Lisboa e a igual distância de Badajoz – também ajuda. Cristina, 25 anos, é uma das funcionárias. É formada em Marketing e Publicidade, mas encontramo-la numa espécie de cozinha, na cave do edifício, de luvas e faca na mão, a preparar codornizes para alimentar as lontras. É de Mora, andou por Évora e Barcelona, mas a falta de perspectiva de emprego devolveu-a à terra. O namorado trabalha na Sopragol, uma fábrica de tomate do concelho. A «estabilidade no trabalho» levou-os a comprar casa, usada, pois construção nova ali não há. A taxa de IMI não entrou na equação. Cristina não faz ideia de quanto é que se paga daquele imposto em Mora. João Lopes, 27 anos, é um dos biólogos de serviço. A ele cabe zelar pela saúde das 70 espécies de peixes ali existentes. Desde o Verão do ano passado que trocou a Amadora, onde residia, e a bolsa de investigação científica na Faculdade de Ciências de Lisboa, pelo Alto Alentejo. Além de ter trabalho, destaca a «maior qualidade de vida».Água: de oito a oitenta…Fora da área fiscal, importante para o orçamento das famílias é o custo da água e do gás. O preço varia de concelho para concelho, e não é pouco. Na água, os quatro primeiros lugares do ranking dos municípios com o preço mais reduzido (para um consumo mensal de dez metros cúbicos de água) são ocupados pelas ilhas: Lajes das Flores, Santa Cruz das Flores, São Vicente e Corvo. Oleiros é o concelho do continente com a água mais barata (2,5 euros), e Paços de Ferreira o município onde se paga mais (16,09 euros). A disparidade dos preços é muito grande. Jaime Melo Baptista, presidente do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), reconhece que é esse o panorama actual: «Verificam-se todas as situações, desde tarifas equilibradas até tarifas que, eventualmente, pecarão por excesso e, na maior parte dos casos, por defeito, ou seja, não conseguem recuperar os custos dos serviços, o que configura também uma situação indesejável.»Oleiros é uma das zonas mais pobres do País. No entanto, são os cerca de 8 mil habitantes deste isolado e rural concelho do distrito de Castelo Branco quem menos paga pela água, em Portugal Continental. Ainda assim, Luciano Silva, 46 anos, leitor-cobrador de água, recorda que «há quem a ache cara», principalmente os mais idosos, que vivem de baixas reformas. O funcionário da Câmara reside a poucos minutos do centro da Vila de Oleiros, com a mulher, Fátima Silva, 45 anos, e os quatro filhos gémeos, de 7 anos: Rita, Eva, Maria e António. Em 2003, 60% da maior riqueza do concelho – a floresta – ardeu, recorda o presidente da Câmara, José Santos Marques (PSD). «Era a maior fonte do rendimento da população…» Oleiros foi o concelho mais atingido por estes fogos e é por isso que, desde então, a Câmara tem tentado dar mais condições à população. «Senão era uma debandada…» Segundo o autarca, o preço da água não sobe desde 1999, porque é um bem essencial. Para isso, ajuda o facto de Oleiros estar situado numa zona de grandes serras. «A água vem das nascentes pela força da gravidade. Por isso, não é preciso bombeá-la. Só temos gastos com o tratamento.» E depois da abolição da taxa de aluguer de contador, que acontecerá já em Maio, os oleirenses vão pagar menos ainda, pois, de acordo com José Santos Marques, não haverá alteração no tarifário de consumo. O baixo preço não é, porém, sinónimo de total satisfação. «A água não presta, só a estragam com 'detergentes'…» é uma das frases que Luciano Silva ouve frequentemente, durante as horas de serviço.A Câmara Municipal de Oleiros foi, igualmente, a primeira a anunciar que iria abdicar do valor máximo de IRS (5%), de acordo com o presidente. Além disso, todos os seus munícipes estão isentos da taxa de resíduos sólidos e de conservação de esgotos. A Derrama (imposto sobre o lucro tributável líquido das empresas no valor máximo de 1,5%) não é cobrada e a taxa máxima de IMI foi reduzida em mais de 50 por cento. «Já cá existem muitas dificuldades, por isso temos de fazer os possíveis para não afastar a população», justifica o autarca. Gás mais barato na Margem SulSe é fornecido com gás natural – por enquanto apenas 141 municípios o recebem –, fique a saber que os residentes em Almada, Barreiro, Benavente, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Alcochete são os que pagam menos por mês por um consumo anual de 500 m3 (29,20 euros). Estes municípios são servidos pela Setgás, uma das 11 empresas concessionárias.Não será, porém, o preço competitivo do gás que fará alguém mudar-se para Palmela, um município do distrito de Setúbal, onde a terra ainda é fonte de rendimento para muitas famílias. Uma ruralidade que, nas palavras de Octávio Machado, antigo futebolista, agora, vereador pelo PSD, «não se pode perder». A agricultura, em muitos casos de subsistência, é uma importante actividade que coabita com empresas como a AutoEuropa e a Vestion. Só estas duas representam 60% da derrama do concelho, que é hoje uma referência na indústria automóvel ibérica. E nos vinhos. Nunca se produziram, por estas bandas, tintos tão equilibrados.O concelho é rasgado por ferrovias importantes (incluindo, no futuro, a do TGV) e pelas principais auto-estradas que ligam norte e sul, Portugal e EspanhaAos conflitos que possam surgir entre as dinâmicas das indústrias modernas – assentes numa rede viária que faz de Palmela um concelho-charneira, devido à plataforma logística cuja construção já foi lançada e à proximidade do novo aeroporto – e o mundo rural, Ana Teresa Vicente, presidente da autarquia, chama «desafios», aos quais acrescenta a conciliação da urbanidade emergente das freguesias de Pinhal Novo e Quinta do Anjo e a história, na vila que cerca o castelo.O preço do gás não é determinante para alguém se radicar nesta «cidade» dormitório. As boas acessibilidades e o comboio que atravessa o Tejo facilitam a suburbanidade. Maria Carlos Santos, 29 anos, nadadora olímpica, até à data imbatível a nível nacional, mudou-se de Loures, onde trabalha como geógrafa, para Pinhal Novo. Razões... tem meia dúzia delas na ponta da língua: o que lhe pediam nos arredores de Lisboa por um apartamento de 2 a 3 assoalhadas chegou para uma vivenda de sete, em Pinhal Novo. «E não ando numa correria.» Basta-lhe atravessar a ponte Vasco da Gama para se sentir de fim-de-semana... todos os dias. Afinal, entre a casa e o trabalho, demora escassos 30 minutos. Um estudo recente da Universidade da Beira Interior coloca Palmela entre os 20 concelhos do País com o melhor índice de qualidade de vida. E essa ajudou, seguramente, a fixar pessoas. O crescimento da população foi de 38,2%, em 15 anos – de 43 857 habitantes, em 1991, para 60 619, em 2006. Metade vive no Pinhal Novo, para onde se deslocou o peso demográfico, contrastando com a vila histórica, que, encavalitada à volta do castelo, já não tem muito por onde crescer. O crescimento de Palmela é prova de que há quem não hesite em mudar de concelho à procura de melhor qualidade de vida. E que esta não tem nada a ver com impostos. Soraia Cassamo, Francisco Galope, Mário David CamposRevista Visão




O que o faria mudar de concelho?

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Não é só São Martinho que quer mudar de concelho!

Os cerca de 500 habitantes de Ramalho não estão bem em Valongo e querem mudar para a freguesia de S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar. A solução para o contencioso pode passar por um referendo local.
O lugar do Ramalho está exactamente no meio dos concelhos de Gondomar e Valongo e não tem condições mínimas de qualidade de vida. Para lá chegar é preciso percorrer acessos de curva e contra-curva. As casas são simples e a construção ilegal não pára de crescer, até porque não há fiscalização.
Um cenário que demonstra bem o atraso verificado neste lugar com 500 habitantes e em plena área metropolitana do Porto. Tudo porque estão na fronteira do concelho de Valongo e não querem pertencer à freguesia com o mesmo nome. Tanto é assim, que já fazem toda a sua vida na freguesia do concelho de S. Pedro da Cova e é aqui que estão recenseados, que casam e são sepultados.
É uma situação que tem prejudicado os habitantes, porque segundo Delfim Costa, residente em Ramalho, nem Valongo nem Gondomar têm investido no local. «Isto é uma luta dos moradores que já vem desde 1975», revela.
«Gondomar não faz nada pelo local porque não pode, porque isto não lhe pertence e Valongo não faz porque não se interessa por isto, a única coisa que querem é que os moradores se vão recensear a Valongo e as pessoas não querem porque não têm condições para pertencerem a Valongo como transportes e escolas. Até a água esta a ser fornecida por Gondomar», acrescenta Delfim Costa.
Referendo das divisões
Mas o problema de Ramalho tem um fim à vista. Os dois presidentes da câmara já chegaram a acordo e Valentim Loureiro (na foto) diz que os habitantes vão poder escolher em referendo se querem pertencer a Valongo ou a Gondomar e até já determinou um prazo para a situação estar definida: Junho do próximo ano, até por causa dos próximos Censos.
Mas há ainda quem discorde da possibilidade de Ramalho passar para o concelho de Gondomar. O presidente da junta de Valongo teima em não permitir que Ramalho mude de concelho.
«A Junta de Freguesia de Valongo não está disponível para ceder parte do seu território, quanto muito poder-se-ia aceitar uma permuta: ceder num lado e receber noutro», defende o presidente da Junta. Para tal, até apresenta uma solução que seria a de «obrigar os residentes de Ramalho a recensearem-se em Valongo».
Referendo pode ser inconstitucional
A antiga juíza do tribunal constitucional, Assunção Esteves diz que em princípio este referendo não será constitucional porque os referendos locais têm que ser relativos às competências dos poderes das autarquias.
O redesenhar das fronteiras dos concelhos é matéria para a Assembleia da República, alega a antiga juíza. Quanto à ideia de troca de território diz que «é particularmente anti-moderna».
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