terça-feira, 12 de maio de 2015

São martinho perde BANDEIRA AZUL


De quem será a culpa?

Esta vergonha só tem um rosto!

A Câmara Municipal de Alcobaça é incompetente e não sabe gerir o seu território!

Aqui está a razão deste movimento, vamos lutar pelos nossos direitos!

Deixe aqui a sua opinião!


A praia de São Martinho do Porto perdeu a Bandeira Azul. Em conferência de imprensa, o presidente da Associação Bandeira Azul, José Archer, explicou que a praia de Alcobaça foi retirada da lista devido à transposição da diretiva europeia da qualidade da água balnear, que passou a contabilizar as últimas 20 amostras.

terça-feira, 26 de março de 2013



Publicado a 24 de Março de 2013 . Na categoria: Sociedade .

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As obras da nova extensão de saúde de S. Martinho do Porto deverão arrancar ainda neste mês de Março. Uma reclamação antiga, possibilitada agora pela intervenção da Câmara de Alcobaça, que vai assegurar uma parte dos custos.

Em Maio de 2009, a extensão de saúde da vila, que até então funcionava num andar de uma casa de habitação, foi encerrada pela Autoridade de Saúde devido à falta de condições, tendo os utentes sido encaminhados para a extensão de saúde de Alfeizerão. Três meses mais tarde, a população voltava a contar com novas instalações provisórias, até que a promessa de novas instalações fosse finalmente cumprida.

Orçada em 692 mil euros, e já com o visto do Tribunal de Contas, a obra deverá ser comparticipada em 85% pelo programa Mais Centro. É esta a convicção do presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, que diz ter a confirmação de que a candidatura aos fundos comunitários será deferida. Quanto aos restantes 15%, “há uma repartição de custos entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo [ARSLVT] e a Câmara Municipal”, explica o edil.

Em contrapartida, “alguns espaços desse centro de saúde ficam ao cuidado e responsabilidade da Câmara, para usufruto da população da freguesia”. Paulo Inácio diz que ainda está a ser estudado o que irá acontecer nestes espaços, mas admite para já a criação de um pólo do Balcão do Munícipe que será criado no Mercado Municipal de Alcobaça.

Benedita continua à espera de fundos

Ainda sem data de arranque continuam as obras de construção da nova Unidade de Saúde Familiar da Benedita. Mas também neste caso a autarquia alcobacense se prepara para assegurar parte do custo com o novo edifício.

Paulo Inácio diz que a Câmara “vai avançar com a abertura do procedimento” para a empreitada que ronda os 1,2 milhões de euros. “Neste caso ainda não está garantido o financiamento, mas o Mais Centro já está sensibilizado da sua necessidade, para que na primeira oportunidade possamos apresentar candidatura”, explica Paulo Inácio, acrescentando que a lógica de repartição será a mesma que se verifica em São Martinho do Porto – 85% fundos comunitários, 15% a cargo da ARSLVT e da autarquia.

Também no edifício projectado para a Benedita – que será construído a poucos metros das actuais instalações, onde há vários anos se reclamam obras – também a Câmara vai ficar com alguns espaços, nomeadamente na cave.

Joana Fialho

jfialho@gazetacaldas.com

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Suplemento da Gazeta das Caldas sobre São Martinho do Porto

Se não conseguir aceder ao link clique aqui: https://docs.google.com/open?id=0B-ggxqul6-RrZlJHWmR3TDFuNWc

domingo, 10 de junho de 2012

EDP vai investir um milhão de euros na melhoria da rede eléctrica em S. Martinho do Porto


Já arrancaram as obras que vão permitir melhorar a rede de média tensão em S. Martinho do Porto. Até ao final do ano, num investimento que deverá ascender a um milhão de euros, os equipamentos actualmente existentes na vila vão ser substituídos por outros, “de última geração”, o que deverá permitir não só reconverter a nível de média tensão de 15 para 30 quilovolts (Kv), como também proteger a rede contra possíveis avarias ou actos de vandalismo.
A empreitada foi apresentada pela EDP Distribuição na passada segunda-feira, dia 4 de Junho, na Junta de Freguesia de S. Martinho do Porto. Uma ocasião para Pais Rocha, director de Redes e Clientes Tejo da empresa distribuidora de electricidade, defender que esta é uma “obra estruturante” para aquela localidade, que se enquadra num objectivo mais global, que é “melhorar a qualidade de serviço da Direcção de Rede e Clientes Tejo, em particular na zona Oeste”. Uma meta para a qual concorrem já as obras levadas a cabo em Alcobaça (em 2010) e Caldas da Rainha (final de 2011).
O responsável pela zona garantiu que, quando os trabalhos em São Martinho estiverem concluídos, a vila vai ter “uma rede com a última tecnologia” e deixará de ser “uma ilha” à qual a empresa tinha dificuldades em acorrer em caso de avaria. Até agora, a vila era alimentada apenas por um local, uma condicionante que vai mudar com a empreitada. Pais Rocha deixou ainda a promessa de celeridade numa obra que espera “que seja um contributo para o desenvolvimento de S. Martinho do Porto”.
Postos de transformação melhorados e 26 quilómetros de novos cabos são algumas das intervenções que serão feitas pela EDP, numa obra em que os responsáveis prometem tapar os buracos assim que os cabos estiverem devidamente colocados. Os trabalhos vão prolongar-se até ao final do ano, com interrupção nos meses de Julho, Agosto e primeira quinzena de Setembro, atendendo à afluência de turistas à vila balnear nos meses mais quentes.
A possibilidade desta obra trazer incómodos na época balnear era uma preocupação da Câmara de Alcobaça, que assim fica salvaguardada.

Equipamentos de última tecnologia vão permitir aumentar a qualidade da rede eléctrica de São Martinho e torná-la mais segura e protegida
Obras em 24 ruas
Os trabalhos da EDP vão decorrer em 24 ruas. Mas algumas destas serão apenas parcialmente afectadas, uma vez que “vão ser aproveitadas todas as tubagens já existentes”, explicou Paulo Agostinho, técnico da empresa.
As zonas a intervencionar, de forma faseada, são Rua Vasco da Gama (Serra dos Mangues), Rua Vasco da Gama (S. Martinho do Porto), EN 242 (Perfuração), Urbanização Simão (Rua D. Duarte I), Rua das Ginjeiras, Beco Comandante Alves, Estrada do Facho, Rua dos Restauradores, Rua Sacadura Cabral, Urbanização Falacha, Rua Santo António, Rua Cândido dos Reis, Rua Almirante Machado dos Santos, Rua Conde Avelar, Rua Marechal Carmona e Rua 1º Maio.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Governo vai nomear novo conselho de administração hospitalar

O secretário de estado da saúde declarou durante o programa da RTP, Prós e Contras, que vai ser nomeado um novo conselho de administração para gerir o futuro Centro Hospitalar do Oeste (CHO), pelo que Carlos Sá, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), cessará funções.
“Vamos nomear uma nova administração que fará os acertos que considerar pertinentes para a melhor gestão do seu património hospitalar”, revelou Fernando Leal.
O governante anunciou que será criado “um centro hospitalar único para o oeste, fundindo os hospitais de Caldas e Peniche, o centro hospitalar de Torres Vedras e o hospital do Barro. Alcobaça vai migrar para o centro hospitalar de Leiria/Pombal”.
Segundo o secretário de estado, a futura administração “fará a reorganização de profissionais”, sem que “a qualidade seja prejudicada”. “Nós não temos problemas com a localização das urgências, mas com a própria distribuição dos serviços”, disse.
O tutelar da pasta da saúde vai reapresentar uma proposta às autarquias e o seu valor vinculativo “estará dependente da nova administração que será nomeada depois do CHO estar formalizado”.
De acordo com o secretário de Estado, esta a reforma na saúde “deve-se à contenção orçamental”, estando um grupo de trabalho a elaborar o estudo de uma reforma iniciada pelo então ministro da saúde, Correia de Campos.
O secretário de estado da saúde garantiu por último que será Caldas que fica com a urgência médico cirúrgica no Oeste.
Presente neste programa esteve António José Correia, presidente da câmara de Peniche, que mais uma vez exigiu a permanência da urgência básica em Peniche, mostrando-se ainda insatisfeito com a atual gestão do CHON.
“Não estou satisfeito com a administração, nada satisfeito, porque tudo aquilo que foi fazendo, foi o desmantelamento do hospital. Foram feitos projetos para renovação das urgências, com projeto aprovado pelo QREN e o atual conselho de administração reiterou, mas nada foi feito”, disse.
Para o autarca, o mar é uma das argumentações que o levam a defender a manutenção das urgências, uma vez que “a sete milhas para dentro do mar serão 60 minutos de Peniche e se um doente for para Caldas ou até para Torres Vedras, então devem fazer contas a esse tempo”.
Para Carlos Miguel, presidente da câmara de Torres Vedras, o estudo diz que a cidade passará ter uma urgência básica, sendo esse o principal problema.
“A realidade é que a urgência de Torres ou de Caldas servem em média/dia cerca de 250 e o que se pretende é que Caldas passe a servir 500 pessoas/dia.
É um padrão que Caldas reconhece não ter capacidade e o mesmo acontece em Torres Vedras”, afirmou, argumentando que “será irracional a população fazer 120 km para ir para Santa Maria depois de passar por Caldas”.
Mais satisfeito com estas mudanças mostrou-se Fernando Costa, presidente da câmara das Caldas, que indicou estar “farto de pensar”, apelando para “andar para a frente, porque o país não pode parar”.
O autarca mostrou-se preocupado porque um médico disse no programa que “uma em cada dez pessoas que vai ao hospital tem a probabilidade de ficar mais doente do que ia”.
O presidente da câmara mostrou-se igualmente receoso porque os conselhos de administração são sempre compostos por nomeados perto dos partidos ou por médicos mais conhecidos e como tal concorda com a profissionalização da administração hospitalar.Fernando Costa defendeu ainda que “o hospital do Oeste já deveria ter sido feito”, quando existem outros que “estão às moscas”.
Também satisfeito ficou Paulo Inácio, presidente da câmara de Alcobaça, que viu o secretário de Estado da Saúde confirmar o seu pedido, ao remeter cerca de 80 por cento da população para Leiria.“Alcobaça passará para a Leiria, uma vez que a nossa experiência com o Oeste não foi a mais feliz.
Alcobaça é o maior território do Oeste e o segundo em população e é o segundo concelho mais populoso do distrito de Leiria.
A nossa solicitação ao ministério da saúde foi que 80 por cento da população remetesse para Leiria, com a exceção de três freguesias – São Martinho do Porto, Alfeizerão e Benedita – ficarem ligadas a Caldas”, disse, exigindo que “a valência do hospital Bernardino Lopes tem de ter numa resposta transversal”.
Carlos Barroso

terça-feira, 13 de março de 2012

Petição pela reintegração da Freguesia de São Martinho do Porto no concelho de Caldas da Rainha

Para:Presidente da Assembleia da República, Presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, Presidente da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha e Presidente da Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto

ABAIXO – ASSINADO
Considerando que a Freguesia de São Martinho do Porto foi sede de Concelho mais de trezentos anos, tendo posteriormente pertencido aos municípios de Alcobaça e Caldas da Rainha, integrando actualmente o Concelho de Alcobaça e que, nas actuais circunstâncias, a restauração do município se tornou impossível;
Considerando que a actual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivência da população local, designadamente no que respeita às necessidades reais do seu dia-a-dia;
Considerando que os habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto, desde que nascem, fazem toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha;
Considerando que os habitantes da Freguesia, apenas se deslocam a Alcobaça por razões e obrigações administrativas (é voz corrente dizer-se que a Alcobaça só se vai para pagar), contrariando factores demográficos e geográficos (proximidade, acessibilidade e mobilidade);
Considerando que a população da Freguesia desenvolve as suas relações em estreita ligação com Cal-das da Rainha no trabalho, na economia, na saúde, na educação / formação, na cultura, no desporto e nos tempos livres, há muito que a população activa, à falta de emprego e de habitação ao seu alcance, vem optando por residir e/ou empregar-se em Caldas da Rainha, fazendo aí a sua vida;
Considerando a contiguidade territorial como um factor determinante e sendo a baía o mais importante pólo de desenvolvimento local, e que do perímetro da mesma faz parte Salir do Porto (Concelho de Caldas da Rainha), a separação administrativa das duas freguesias tem prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades;
Considerando que a permanência no Concelho de Alcobaça poderá implicar, segundo a actual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de Freguesia e a sua agregação a Alfeizerão, a mudança para o Concelho de Caldas da Rainha permitirá novas soluções para a manutenção da autonomia local;
Considerando que a mudança de Concelho é uma aspiração de várias gerações de são martinhenses por todas as razões, agravadas ano após ano, desde a destruição do património natural e construído à estagnação e retrocesso, que levaram à perda da importância local e regional que historicamente representámos;
Considerando décadas a fio sem se vislumbrarem projectos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento, que permitam gerar prosperidade e qualidade de vida todo o ano, longe vão os tempos em que a Comissão de Iniciativa e os beneméritos locais deram a São Martinho do Porto o que Alcobaça nunca deu e que continua a utilizar a seu belo prazer e em seu benefício;
São Martinho do Porto, que o rei D. Carlos I considerou uma das jóias da coroa, tem sido sucessiva-mente delapidado por parte da Câmara Municipal de Alcobaça. Como tal, considerando ser este o momento oportuno, os Abaixo-assinados (naturais, residentes, proprietários ou amigos da Freguesia de São Martinho do Porto), manifestam deste modo a sua inequívoca vontade de voltar a integrar o Concelho de Caldas da Rainha.
Os signatários

Esta petição encontra-se alojada na internet no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para petições online.
Caso tenha alguma questão para o autor da Petição poderá enviar através desta página: Contactar Autor

domingo, 22 de janeiro de 2012

Movimento insiste na transferência de São Martinho para Caldas

Jornal das Caldas

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Estão a ser desenvolvidas ações com vista ao regresso da freguesia de São Martinho ao concelho das Caldas

Após um largo período de estudo e de trabalho preparatório, e tendo em conta o momento da reforma autárquica, o Movimento São Martinho para Caldas iniciou as derradeiras ações com vista ao regresso da freguesia de São Martinho do Porto ao concelho das Caldas da Rainha. Recentemente, foi colocado a circular um abaixo-assinado e para o acompanhar foi criada uma música que serve de hino à causa (www.youtube.com/watch?v=MWB1y4EdqEg).

Segundo o abaixo-assinado, promovido por António Costa e José Louro, “a atual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivência da população local, designadamente no que respeita às necessidades reais do seu dia a dia”.

É realçado que “os habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto, desde que nascem, fazem toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha”. “Os habitantes da freguesia apenas se deslocam a Alcobaça por razões e obrigações administrativas (é voz corrente dizer-se que a Alcobaça só se vai para pagar), contrariando fatores demográficos e geográficos (proximidade, acessibilidade e mobilidade)”,sublinha.

De acordo com o documento, “a população da freguesia desenvolve as suas relações em estreita ligação com Caldas da Rainha no trabalho, na economia, na saúde, na educação / formação, na cultura, no desporto e nos tempos-livres, há muito que a população ativa, à falta de emprego e de habitação ao seu alcance, vem optando por residir e/ou empregar-se em Caldas da Rainha, fazendo aí a sua vida”.

Os promotores fazem notar “a contiguidade territorial como um fator determinante e sendo a baía o mais importante pólo de desenvolvimento local, e que do perímetro da mesma faz parte Salir do Porto (concelho de Caldas da Rainha), a separação administrativa das duas freguesias tem prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades”.

“Considerando que a permanência no concelho de Alcobaça poderá implicar, segundo a atual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de freguesia e a sua agregação a Alfeizerão, a mudança para o concelho de Caldas da Rainha permitirá novas soluções para a manutenção da autonomia local”, referem.

O movimento sustenta que a mudança de concelho “é uma aspiração de várias gerações de são martinhenses por todas as razões, agravadas ano após ano, desde a destruição do património natural e construído à estagnação e retrocesso, que levaram à perda da importância local e regional que historicamente representámos”, passando “décadas a fio sem se vislumbrarem projetos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento, que permitam gerar prosperidade e qualidade de vida todo o ano”.

A freguesia de São Martinho do Porto foi sede de concelho mais de trezentos anos, tendo posteriormente pertencido aos municípios de Alcobaça e Caldas da Rainha, integrando atualmente o concelho de Alcobaça.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ABAIXO-ASSINADO QUE CIRCULA EM SÃO MARTINHO DO PORTO

ABAIXO – ASSINADO

Considerando que a Freguesia de São Martinho do Porto foi sede de Concelho mais de trezentos anos, tendo posteriormente pertencido aos municípios de Alcobaça e Caldas da Rainha, integrando actualmente o Concelho de Alcobaça e que, nas actuais circunstâncias, a restauração do município se tornou impossível;

Considerando que a actual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivência da população local, designadamente no que respeita às necessidades reais do seu dia-a-dia;

Considerando que os habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto, desde que nascem, fazem toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha;

Considerando que os habitantes da Freguesia, apenas se deslocam a Alcobaça por razões e obrigações administrativas (é voz corrente dizer-se que a Alcobaça só se vai para pagar), contrariando factores demográficos e geográficos (proximidade, acessibilidade e mobilidade);

Considerando que a população da Freguesia desenvolve as suas relações em estreita ligação com Caldas da Rainha no trabalho, na economia, na saúde, na educação / formação, na cultura, no desporto e nos tempos-livres, há muito que a população activa, à falta de emprego e de habitação ao seu alcance, vem optando por residir e/ou empregar-se em Caldas da Rainha, fazendo aí a sua vida;

Considerando a contiguidade territorial como um factor determinante e sendo a baía o mais importante pólo de desenvolvimento local, e que do perímetro da mesma faz parte Salir do Porto (Concelho de Caldas da Rainha), a separação administrativa das duas freguesias tem prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades;

Considerando que a permanência no Concelho de Alcobaça poderá implicar, segundo a actual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de Freguesia e a sua agregação a Alfeizerão, a mudança para o Concelho de Caldas da Rainha permitirá novas soluções para a manutenção da autonomia local;

Considerando que a mudança de Concelho é uma aspiração de várias gerações de são martinhenses por todas as razões, agravadas ano após ano, desde a destruição do património natural e construído à estagnação e retrocesso, que levaram à perda da importância local e regional que historicamente representámos;

Considerando décadas a fio sem se vislumbrarem projectos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento, que permitam gerar prosperidade e qualidade de vida todo o ano, longe vão os tempos em que a Comissão de Iniciativa e os beneméritos locais deram a São Martinho do Porto o que Alcobaça nunca deu e que continua a utilizar a seu belo prazer e em seu benefício;

São Martinho do Porto, que o rei D. Carlos I considerou uma das jóias da coroa, tem sido sucessivamente delapidado por parte da Câmara Municipal de Alcobaça. Como tal, considerando ser este o momento oportuno, os Abaixo-assinados (naturais, residentes, proprietários ou amigos da Freguesia de São Martinho do Porto), manifestam deste modo a sua inequívoca vontade de voltar a integrar o Concelho de Caldas da Rainha.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SÃO MARTINHO DO PORTO NAS CALDAS?

SÁBADO, 28 DE AGOSTO DE 2010
São Martinho do Porto é uma povoação balnear confusa, mal cuidada, mal urbanizada, que deve servir à câmara de Alcobaça para dizer que tem uma praia cosmopolita sem conseguir ter da câmara de Alcobaça a atenção e o cuidado que devia ter. Os arranha-céus à beira-mar, a criação de uma avenida sem árvores junto à praia e o cáotico trânsito no interior da povoação têm um ar "algarvio" (do pior...) que já não é tolerável nos nossos dias.
Esta situação está, em parte, na origem do movimento São Martinho Para Caldas, que preconiza a (re)integração da freguesia de São Martinho do Porto no concelho de Caldas da Rainha, cidade de que São Martinho está efectivamente mais próxima, sob todos os pontos de vista, do que Alcobaça. (O movimento tem este blog, cuja visita se recomenda.)
São Martinho do Porto e a sua população ganhariam com a troca, de Alcobaça para as Caldas? Talvez. Caldas da Rainha ganharia com a entrada de São Martinho? De certeza! Alcobaça perderia com a saída de São Martinho? Era bem feito!
Sem me pronunciar, digo apenas que gostaria de encontrar em São Martinho do Porto uma povoação visualmente e urbanamente mais acolhedora...

Movimento defende passagem de S. Martinho do Porto para Caldas da Rainha

Publicado por JN em 2012-01-17

Um abaixo-assinado reclamando a passagem de S. Martinho do Porto, em Alcobaça, para o concelho das Caldas da Rainha está a ser promovido por um movimento cívico que considera a reforma administrativa a "derradeira oportunidade" para a mudança.

"A reforma administrativa é o momento oportuno e a derradeira oportunidade para que a freguesia volte a ser integrada nas Caldas", disse à António Costa, do Movimento São Martinho para as Caldas.

O movimento, que no último ano vem reclamando a passagem de S. Martinho do Porto do concelho de Alcobaça para o das Caldas da Rainha, tem a circular um abaixo-assinado através do qual pretende angariar "mais de quatro mil assinaturas para entregar na Assembleia da República (AR)", explica o mesmo responsável.

O documento, a que a Lusa teve acesso, defende que "a actual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivências da população", a qual, apesar de pertencer ao concelho de Alcobaça, "faz toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha".

O movimento considera haver uma "estreita" ligação a Caldas da Rainha em termos de "trabalho, economia, saúde, educação, cultura, desporto e tempos livres", ao contrário do que acontece com Alcobaça onde os habitantes "só se deslocam por razões e obrigações administrativas".

A falta de ligação à sede do concelho, poderá ainda acentuar-se, segundo António Costa, "se acabarem com o serviço de passageiros a Linha do Oeste", já que, "quando terminam os transportes escolares, ficamos sem qualquer transporte público para Alcobaça".

A "contiguidade territorial" da baía de S. Martinho do Porto com a praia de Salir do Porto (freguesia das Caldas da Rainha) é outros dos argumentos do abaixo-assinado que aponta a "a separação administrativa das duas freguesias" como tendo" prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades".

Considerando ainda que a permanência no concelho de Alcobaça "poderá implicar, segundo a actual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de freguesia e a sua agregação a Alfeizerão", o movimento pretende ver discutida da AR a mudança para o concelho de Caldas da Rainha, que dizem permitir "novas soluções para a manutenção da autonomia local".

À pretensão não são alheias criticas à gestão da localidade que o movimento considera ter perdido "importância local e regional", devido a uma política autárquica de marcada pela ausência de "projectos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento".

Além da recolha de assinaturas o movimento tem vindo a defender a mudança em audiências com vários grupos parlamentares e lançou um hino que está a ser divulgado na internet e rádios da região.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Com festas e fogos só se “papam” os tolos…



Registamos, com satisfação, a comemoração da Passagem de Ano em São Martinho do Porto. Foi um evento positivo que trouxe alguma animação, mesmo que pontual e fugaz, à nossa Terra.
Contudo, não entendemos por que razão, durante a apresentação do espectáculo pirotécnico, foi exibida única e exclusivamente a instituição «Câmara Municipal de Alcobaça» em pleno centro da baía. Pareceu-nos política a mais e festa a menos, com manifesto desrespeito por São Martinho do Porto, afinal, o local do evento.
Uma vez que o investimento foi de tal monta, ao ponto de merecer destaque no jornal Correio da Manhã por superar consideravelmente o de muitas cidades e vilas portuguesas de maior dimensão (como o Porto ou a Figueira da Foz), seria no mínimo racional que os orçamentos municipais servissem para dar resposta aos reais problemas da população local em obras há muito esperadas: uma sede própria para a Junta de Freguesia (através da requalificação dos antigos Paços do Concelho), a conclusão das obras no mercado, a construção do famigerado centro de saúde, a edificação de instalações condignas para a G.N.R., um saneamento básico eficaz em toda a Freguesia, a existência de estacionamentos e de arruamentos condignos, a par da melhoria da iluminação pública, e a criação de zonas de lazer, entre outras.
Oxalá que em 2012 possamos finalmente reintegrar um Concelho que verdadeiramente nos considere, e com estatuto de Freguesia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

AUSTERIDADE e ESTIMULO EXEMPLARES nas CALDAS DA RAINHA


Em tempo de crise e quando cada vez mais a população se sente indignada com os elevados custos das tarifas e taxas praticadas um pouco por todo o lado, o presidente da autarquia de Caldas da Rainha, vem dar um golfada de oxigénio às familias mais carenciadas e por conseguinte com mais dificuldades em cumprirem as suas obrigações económica, com a redução da carga fiscal, baixando alguns impostos.
Certamente que os municipes caldenses saberão agradecer.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Autarcas querem discutir futuro de São Martinho do Porto



Os membros da Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto eleitos pelo PSD pediram a marcação de uma reunião extraordinária por sentirem que a freguesia corre risco de ser extinta, de acordo com o Documento Verde da Reforma da Administração Local. Além disso, a extinção do comboio de passageiros entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz, e o consequente fecho da estação local, são motivo de grande preocupação para Rodrigo Neto, Susana Marques e Tristão Carvalhais.
No documento “São Martinho do Porto, que futuro?”, que elaboraram, sustentam que “as directrizes emanadas pela Administração Central preconizam para São Martinho do Porto a perca de identidade de uma freguesia com mais de 750 anos de História”.
“O Documento Verde da Reforma da Administração Local emitido pelo Governo, algumas das declarações públicas proferidas por autarcas concelhios e o silêncio de outros, são indicadores preocupantes para o futuro de São Martinho do Porto, pois, indiciam o seu possível desaparecimento”, comentam.
“A acrescentar a isto, a divulgação do Plano Estratégico dos Transportes, preconizando a extinção do transporte de passageiros entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz, onde estamos incluídos é mais uma machadada no potencial desenvolvimento desta freguesia, que já atrai significativos fluxos turísticos nacionais e estrangeiros”, fazem notar.
Sendo São Martinho do Porto “uma pérola da costa portuguesa com enormes potencialidades em termos de crescimento económico e turístico”, os membros da Assembleia de Freguesia eleitos pelo PSD, consideram “imprescindível a sua manutenção enquanto freguesia”.
A reunião está marcada para 10 de Novembro, pelas 21h, no edifício do Colégio José Bento da Silva, onde se falará também do encerramento da Linha do Oeste e da criação da imagem de marca “São Martinho do Porto”.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Clientes da CP descontentes com o fim do serviço de passageiros

O fim do serviços de passageiros entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz/Coimbra é uma má notícia para quem tem necessidade de usar um transporte público entre as Caldas e as localidades do litoral centro até Coimbra.Gazeta das Caldas conversou com várias pessoas – uma grande parte estudantes de vários graus de ensino - que moram em S. Martinho, Valado dos Frades e Marinha Grande que agora terão que arranjar outras soluções de transporte se não existir uma alternativa apresentada pela CP ou pelo governo. A maioria terá que passar a vir para as Caldas de autocarro, opção que, dizem, é “mais dispendiosa” já para não referir as questões de segurança e de preservação ambiental, nas quais o modo ferroviário é ganhador face aos outros meios de transportes. Todos preferiam o comboio que “é mais cómodo e até permite estudar”.
“VOU TER QUE VIR DE AUTOCARRO”
David Faustino, 18 anos, mora em S. Martinho do Porto e vem todos os dias para as Caldas pois estuda na ETEO. Soube na escola, através dos colegas que os comboios iriam acabar, coisa que lhe vai causar grande transtorno. Para já, ainda não sabe bem como vai resolver o seu problema, mas admite passar a vir de carro.Por seu lado, Sérgio Soares que é do Valado dos Frades e vem todos os meses às Caldas da Rainha de comboio, ainda não sabia que este serviço ia acabar. E como não possui automóvel, “vou ter que me deslocar de autocarro…”, disse o utilizador que não está nada satisfeito com o fim deste serviço.
“É UMA PENA QUE ACABEM COM ESTE TRANSPORTE”
Quem também vem todos os dias do Valado dos Frades, neste caso para estudar na ETEO, é Pedro Varela de 17 anos. Com o fim do serviços de passageiros – que soube “através das notícias” -, o jovem vai ter que começar a vir para as Caldas de autocarro. Diz que há dias em que vêm dezenas de pessoas no comboio e que “é uma pena que acabem com este transporte”.
“AINDA NAÕ SEI QUE ALTERNATIVA VOU USAR”
Frederico Santos, de 16 anos, é de Salir do Porto e utiliza o comboio diariamente para frequentar as aulas de formação na Soprofor. Já sabia que o serviço de passageiros ia acabar e diz que “para já ainda não sei como vou resolver, ou seja, que alternativa é que terei que usar”.
“O COMBOIO SÓ DEMORA 10 MINUTOS”
A estudar na Escola Secundária Raul Proença, Joana Clérigo de vem todos os dias de S. Martinho do Porto. “Soube que ia acabar o serviço pelos meus pais e amigos”, disse a jovem, de 17 anos.E agora? “Agora vou ter que pagar o dobro de preço e vir de autocarro”, contou, nada satisfeita com o facto de não poder contar com o transporte que “era mais barato e que demorava apenas 10 minutos”, rematou a jovem que diz que linha é usada por várias dezenas de pessoas.“NÃO TÊM LUCRO E ACABAM COM AS COISAS…”
Hermínio Albino, de 73 anos, vai para Campo Serra, que fica a cinco quilómetros das Caldas da Rainha. Usa muito o comboio para vários destinos e soube pelos jornais e televisão que ia ficar sem este serviço. “Como não há passageiros, nem têm lucro e acabam com as coisas…”, disse este cliente da CP, que agora vai passar a deslocar-se de autocarro.
“AINDA NÃO SEI DE NADA”
Zita Matias é do Valado dos Frades e como está a fazer uma formação de 15 meses nas Caldas da Rainha, também usa a linha do Oeste. “Ainda não sei nada oficialmente, apesar de ter ouvido qualquer coisa que a linha de passageiros ia acabar”, disse a passageira, que agora passará a usar o autocarro.
“O COMBOIO PERMITE ESTUDAR, LER E TER IDEIAS”
Zelinda Roldão, 59 anos, é da Marinha Grande e é estudante de Artes Plásticas na ESAD. O comboio foi a melhor solução para se deslocar todos os dias entre a sua cidade e Caldas da Rainha e contava fazê-lo nos próximos três anos.“Soube por uma amiga que isto ia acabar e depois confirmei nas notícias”, disse a estudante, que lamenta o fim do seu transporte favorito, já que o comboio é muito mais cómodo e permite “estudar, ler e até para ter ideias”.Por isso estranha a decisão do governo pois considera que o comboio é o transporte do futuro já que os autocarros estão associados à inflação dos produtos petrolíferos e aos custos ambientais. “É estranha esta decisão, creio que é mesmo um retrocesso na nossa evolução”, rematou Zelinda Roldão.
Natacha Narcisonnarciso@gazetacaldas.com

Políticos viajaram entre Leiria e S. Martinho


A maioria dos autarcas cujos municípios vão ser afectados pelo encerramento do transporte de passageiros na linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz mantém-se firme na defesa da continuidade de um serviço que diz ser essencial na região. Mas há quem considere que esta medida é “perfeitamente racional” nos tempos de austeridade que correm.A convite do Região de Leiria algumas personalidades políticas viajaram na Linha do Oeste entre Leiria e São Martinho do Porto. Gazeta das Caldas aproveitou a boleia e foi saber o que pensam.
Já na passada semana o presidente da autarquia leiriense, Raul Castro (PS), se tinha manifestado contra a medida. Agora, e depois de ter viajado na linha do Oeste pela primeira vez, o edil reafirma que “justificar-se-ia fazer a requalificação da linha porque isso ia trazer seguramente mais clientes e os resultados da exploração seriam outros. Sem isso acontecer, é evidente que as pessoas se sentem pouco atraídas a utilizar a linha do Oeste nas suas deslocações”, devido à pouca falta de qualidade no serviço, aos horários e ao tempo que as viagens demoram.Como vantagens desta requalificação, há tanto reclamada, o autarca aponta os benefícios ambientais “pela não utilização da actual rede viária por parte de mais carros” e o aumento da segurança nas estradas, “pois tirando essa pressão da rede viária, melhores condições haverá para quem nela circula, diminuindo a probabilidade de acidentes”.“Há aqui um caso de sinistralidade que devia ter sido ponderado”, defende Raul Castro, acrescentando que devia ser também levado em conta o facto de muita gente utilizar estes comboios diariamente para se deslocar entre a residência e o emprego e até para frequentar escolas.Prometendo manter-se firme na luta pela manutenção e melhoria da linha do Oeste, o presidente da Câmara de Leiria diz que “valerá a pena tomar uma posição conjunta entre todos os autarcas no sentido de tentarmos que possa haver uma ponderação mais aprofundada por parte dos decisores políticos para que a requalificação possa vir a ser uma realidade”.Outro dos participantes nesta viagem foi o histórico socialista Henrique Neto, que há muitos anos defende melhorias na ferrovia que serve a região. Garantindo já ter andado muito na linha do Oeste, na qual nota uma “evidente degradação”, o actual empresário e antigo deputado do PS lembra que quando se candidatou à Assembleia da República em 1995 realizou uma viagem de comboio entre Leiria e Caldas da Rainha precisamente para “chamar à atenção para a necessidade de modernização da Linha do Oeste”. Uma preocupação que hoje, mais que actual, está “agravada”, porque entretanto a linha degradou-se e a querem desactivar.Henrique Neto acredita que esta medida é “o princípio da sua morte, do seu desaparecimento, e isso é um problema grave para a economia e para as pessoas”. Considera, por isso, “essencial que as autarquias se entendam e façam sentir ao governo de que o transporte ferroviário é o futuro, não é o passado”.
“NÃO ESTOU SOZINHO DENTRO DO PSD”
Outro conhecedor da linha do Oeste é António Salvador, vereador da Câmara da Nazaré, que utilizou estes comboios sobretudo nos seus tempos de adolescente. E na passada terça-feira, o que diz ter sentido foi “a degradação de uma linha que já à época era lenta, mas com bons parâmetros de imagem e com um conforto aceitável”.Hoje, a linha do Oeste é, para o social-democrata, “uma espécie de ferro velho da CP” onde se pode encontrar “o refugo do que a empresa tinha noutros sítios onde decidiu apostar”.Manifestando-se “completamente contra” a medida preconizada pelo governo de Passos Coelho, António Salvador diz que sabe que não está sozinho dentro do PSD. Mas admite que “o desejo de investimento na linha do Oeste neste momento não é possível, mas é pelo menos possível manter os comboios que já existem”.Salientando que a linha é muito utilizada por jovens estudantes e por idosos que se deslocam a Coimbra ou a Lisboa para consultas ou exames médicos, o vereador nazareno aponta o preço das viagens de comboio e a segurança para os passageiros como mais-valias de um serviço que tem um importante “papel social a desempenhar”.Quem também recorreu aos comboios da linha do Oeste, enquanto jovem, foi José Vinagre, vereador da Câmara de Alcobaça, que se juntou aos convidados do Região de Leiria na viagem entre São Martinho do Porto e Valado dos Frades. Um meio de transporte “cómodo”, mas que considera que tem que ser dinamizado e divulgado para que as pessoas o vejam como uma alternativa viável.“As pessoas nem se lembram que existe o comboio”, acredita o autarca, acrescentando que “quando o comboio precisava mais das pessoas, estas viraram-lhe as costas”. Considerando que o transporte de passageiros na linha do Oeste é “fundamental para impulsionar o turismo na nossa costa”, José Vinagre lembra ainda que “ao preço a que está o gasóleo, muita gente deixa de poder usar o carro e as auto-estradas”.
Uma medida “perfeitamente racional na actual circunstância”
Já uma posição diferente tem Domingos Carvalho, eleito à Assembleia Municipal de Leiria pelo CDS-PP, mas que se mantém actualmente no cargo como independente. Uma posição que diz não ser contrária, mas sim “realista”.Domingos Carvalho considera que “a linha do Oeste só é viável se houver forte investimento no sentido de a dotar das condições de se tornar competitiva, que permita transportes rápidos, confortáveis e concorrentes com a rodovia”. Mas lembra que a aposta foi feita na rodovia. “Quando a A8 foi construída, mataram a possibilidade da Linha do Oeste ser viabilizada”.Para o deputado municipal leiriense, o que está em causa é unicamente o custo do investimento necessário numa altura em que não há dinheiro. “A não ser que proponham aos portugueses perderem o 12º mês e talvez parte do 11º ou todo o 11º mês, e nós fazemos uma nova linha do Oeste”, diz.O antigo presidente da concelhia leiriense do CDS-PP defende que “estamos perante um governo que não tem condições de estruturar o futuro. O Governo actual tem apenas, porque é o que lhe é permitido, que gerir o presente. E esta medida é perfeitamente racional na actual circunstância”. Não obstante, diz que este momento deve ser aproveitado por todos os autarcas dos municípios atravessados pela ferrovia “para fazer um estudo inequívoco do que é necessário, quanto é que pode custar, como é que deve ser utilizado, para a partir daí se criarem as condições para que no futuro que conseguirmos construir” se voltem a debater soluções.
Joana Fialhojfialho@gazetacaldas.com
Turismo do Oeste quer linha aberta pelo menos até S. Martinho do Porto
É numa curta tomada de posição que o presidente do Turismo do Oeste, António Carneiro, diz que é “crucial, e perfeitamente defensável que, pelo menos, seja o funcionamento real da Linha do Oeste extensível até São Martinho do Porto”.Para sustentar a sua posição, o responsável aponta a “insignificância do acréscimo quilométrico” que o transporte de passageiros até São Martinho do Porto, e não apenas até às Caldas conforme defendido pelo governo. Além disso, António Carneiro salienta que a vila balnear tem a sua estação “dentro do próprio espaço urbano”. Por isso mesmo, muitas pessoas aproveitam o comboio para se deslocarem até à praia durante o Verão.
J.F.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

“Câmara das Caldas reduz taxas de IMI, IRS e derrama”



Na edição do Jornal das Caldas do passado dia 26 de Outubro foi publicado um artigo, cujo titulo acima transcrevemos, dando conta de mais uma atitude positiva do município das Caldas da Rainha no apoio às populações e às empresas face à difícil conjuntura que atravessamos.
Tendo em conta à grave crise nacional e internacional e perante a redução drástica dos apoios governamentais, o executivo camarário caldense propõe, em boa hora, medidas que contribuem para atenuar, de algum modo, as enormes dificuldades que todos sentem. Pretende-se que o IMI reduza de 0,6 % para 0,55 % e de 0,35 % para 0,31 %, respectivamente para os imóveis mais antigos e para os mais recentes. Quanto ao IRS, o mesmo deverá descer 2,5 pontos percentuais, enquanto que a derrama descerá de 1,3 % para 1 %. A soma dos valores em causa é da ordem dos 2.650.000 euros que, deste modo, entrarão a menos nos cofres da autarquia.
É este tipo de atitudes políticas, tomadas no momento oportuno e com a visão necessária, que estimulam o crescimento, o desenvolvimento e o progresso locais. Nada disto se vislumbra, como todos sabem e poucos divulgam, no concelho de Alcobaça que, ao invés, nos explora cada vez mais sem resolver os nossos reais problemas.

O Movimento São Martinho para Caldas

domingo, 14 de agosto de 2011

ARTES PLÁSTICAS EM S. MARTINHO DO PORTO

Está patente na Casa da Cultura José Bento da Silva, em S. Martinho do Porto a exposição de Artes Plásticas “ São Martinho – Desafio aos Sentidos”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

São Martinho perde abraço à baía no ano em que ganha Bandeira Azul


Há 12 anos que numa tarde de domingo de Agosto, milhares de pessoas se juntavam de mãos dadas em torno da baía de S. Martinho para alertar para a importância da despoluição e do equilíbrio ambiental daquela que é conhecida como a “concha azul”. Este ano, precisamente quando ao fim de mais de uma década a praia recuperou a Bandeira Azul, a falta de apoios ditou o fim do “Abraço à Baía”.

Manuel Valle Domingues, da Associação Verão de São Martinho, explica que devido à contenção orçamental a empresa Águas do Oeste não se viu impedida de patrocinar o evento, como fazia há 12 anos, nomeadamente com oferta de uma t-shirt aos participantes. Além disso, de há uns anos a esta parte, com a entrada em funcionamento da nova estação de Tratamento de Águas Residuais e a despoluição da baía, “o abraço era sobretudo de agradecimento”, dado que os problemas que motivaram o alerta em 1999 estavam resolvidos. “Não havia condições e decidiu-se que este ano não haveria abraço”, aponta o responsável.

Outra das iniciativas que se mantinha desde 1999 e que este ano também não se irá realizar é o tradicional “Baile de Chitas”. Com a passagem do baile do Hotel do Parque para a zona junto ao Parque de Campismo, a capacidade de participantes do baile tinha já descido de 3.500 para 1.500 pessoas, o que pôs em causa a sustentatibilidade do evento. “Nos últimos anos o apoio da Câmara de Alcobaça era fundamental para que o baile se realizasse”, diz Manuel Valle Domingues, apontando que a autarquia ajudava não só com as tendas, o palco e outras questões logísticas, mas também disponibilizava um apoio financeiro, o que se tornou impossível dada a actual conjuntura. “A impossibilidade deste apoio torna inviável o Baile de Chitas”, lamenta. A hipótese do evento social se realizar com privados ainda chegou a ser ponderada, mas acabou por não se concretizar.

À falta do abraço e do baile de chitas, o programa compõe-se sobretudo com diversas provas desportivas, entre regatas, estafetas, um torneio de ténis ou o já tradicional passeio de bicicletas entre São Martinho e Alcobaça. A travessia da baía a nado, já na 4ª edição, momentos de animação musical e de tertúlia e uma exposição que recupera imagens de outros tempos da estância balnear conhecida por “bidé das Marquesas” são outras iniciativas a decorrerem neste mês de Agosto, altura em que a vila recebe muita gente de fora. Manuel Valle Domingues realça as “Conversas em roda livre”, que se realizam nos dias 16 e 25 e que vão pôr alguns habitués de São Martinho a falarem sobre a vila no verão e no Inverno.

A programação, da responsabilidade da Associação Verão de São Martinho, conta com o apoio do Município de Alcobaça, e é marcada pelo 25º aniversário do Clube Náutico de São Martinho do Porto, que organiza muitas das provas náuticas. O aniversário dá o mote à Regata Tradicional que decorre este domingo, 7 de Agosto. À noite, a Praça Frederico Ulrich acolhe um concerto do fadista Rodrigo.

Joana Fialho
jfialho@gazetacaldas.com

Programa de animação

7 Agosto – Regata Tradicional, 15h00 – 25º Aniversário do Clube Náutico

7 Agosto, 22h00 – Noite de Fado: Rodrigo

Local: Praça Frederico Ulrich

13 Agosto, 15h00 – 4ª Travessia da Baía a Nado

14 Agosto, 20h00 – Jantar do Porco – 25º Aniversário do Clube Náutico

15 Agosto – Regata Tradicional, 15h00

15 a 21 Agosto – Torneio de Ténis

16 Agosto, 22h00 – Conversas em Roda Livre (1ª Parte)

Local: Salão Paroquial de São Martinho do Porto

17 Agosto, 22h00 – Noite dos Clássicos

Local: Igreja Paroquial

19 Agosto, 10h00 – Passeio de Bicicletas

Partida: São Martinho do Porto

Chegada: Your Hotel Spa – Fervença

20 Agosto, 15h00 – Regata de Botes Tradicionais a Remos

21 Agosto – Regata Windsurf , 15h00

22 a 28 Agosto – 2ª Exposição de Postais antigos de São Martinho

Local: Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários SMP

24 Agosto, 22h00 – Histórias da Guitarra Portuguesa

Local: Igreja Paroquial SMP

25 Agosto, 22h00 – Conversas em Roda Livre (2ª Parte)

27 Agosto – Regata Encerramento, 15h00

19h00 – Missa Campal

28 Agosto – Estafeta Optimista, 15h00

sábado, 2 de julho de 2011

ALFEIZERÃO COMEMORA 20 ANOS DA REELEVAÇÃO A VILA

A 16 de Agosto de 1991 era publicada em Diário da República a “reelevação da povoação de Alfeizerão à categoria de vila”. Uma decisão tomada numa altura em que Mário Soares era Presidente da República e Cavaco Silva o primeiro-ministro e que vem repor um estatuto que o lugar tinha adquirido em 1514, através de foral outorgado por D. Manuel I, que além de vila o tornou sede de concelho.

O concelho foi extinto 332 anos depois e a vila integrada no concelho de S. Martinho. Contudo, também este viria a ser extinto e tanto Alfeizerão como S. Martinho, passaram para o concelho de Alcobaça. Mais tarde, a vila passou para o concelho das Caldas da Rainha, acabando por voltar a Alcobaça.

Duas décadas depois da reelevação a vila, a data vai ser assinalada com um conjunto de iniciativas que se prolongam até 16 de Agosto. Os festejos tiveram início no passado dia 20 de Junho, na Assembleia de Freguesia. Esta noite, 1 de Julho, tem início o ciclo de tertúlias “Histórias da nossa terra”, que se repete nos dias 8, 15 e 22 de Julho. O encontro está marcado para as 22h00 no Centro Cultural na Junta de Freguesia.

A 22 de Julho as comemorações prosseguem com a peça de teatro “Histórias de Encantar”, que será apresentada na Casa do Povo de Alfeizerão pelo Grupo de Teatro de São Martinho. O espectáculo tem início às 22h00.

O dia 24 de Julho é um dia forte no programa de festejos com muito desporto e as tradições. Pelas 09h00 tem início o Passeio BTT, com a distância de 25 km (dificuldade média, com um abastecimento) ou 50 km (dificuldade média-alta, com dois abastecimentos). As inscrições, limitadas a 200 participantes, decorrem até dia 17 de Julho e custam 15 euros com almoço, 10 euros sem almoço e 7 euros para acompanhantes. Cada participante terá direito a lembranças, seguro, abastecimento, lavagem de bicicletas e banhos. Todas as informações através do número 965173176 ou do e-mail casaca_barat a@hotmail.com.

Para as 09h30 está marcado um Passeio Equestre. As inscrições custam 15 euros, com almoço incluído, e devem ser feitas para o número de tel.964156504.

Às 10h00 arranca o Passeio Pedestre com História, que se prolonga durante seis quilómetros, tendo um grau baixo de dificuldade. O passeio tem participação gratuita, custando sete euros para quem quiser almoçar. As inscrições devem ser feitas para os mesmos contactos do Passeio BTT.

À tarde recuperam-se algumas das mais antigas tradições da vila, com a recriação de um mercado antigo. Jogos tradicionais, música, representação e cinema são alguns dos ingredientes que garantem a animação de uma iniciativa com início marcado para as 15h00.

É no dia 16 de Agosto, data em que a elevação a vila foi publicada em Diário da República, que as comemorações chegam ao fim. Para este dia está marcada uma sessão solene, com evocar da vila e içar da bandeira.

As comemorações estão a cargo de uma comissão criada especificamente para a efeméride e contam com o apoio da Junta de Freguesia de Alfeizerão, autarquia alcobacense e Bombeiros Voluntários de São Martinho.



Joana Fialho

jfialho@gazetacaldas.com